quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Livros, livros e mais livros!

LIVROS! É uma das minhas grandes paixões, desde pequena que tenho o gosto pela leitura e uns dos momentos mais felizes da minha infância (que recordo como se fosse hoje) foi quando herdei  os livros da Disney da minha prima.
Este texto reproduz um pouco do que sou...

"Namora uma rapariga que lê. Namora uma rapariga que gaste o dinheiro dela em livros, em vez de roupas. Ela tem problemas de arrumação porque tem demasiados livros. Namora uma rapariga que tenha uma lista de livros que quer ler, que tenha um cartão da biblioteca desde os doze anos.

 Encontra uma rapariga que lê. Vais saber que é ela, porque anda sempre com um livro por ler dentro da mala. É aquela que percorre amorosamente as estantes da livraria, aquela que dá um grito imperceptível ao encontrar o livro que queria. Vês aquela miúda com ar estranho, cheirando as páginas de um livro velho, numa loja de livros em segunda mão? É a leitora. Nunca resistem a cheirar as páginas, especialmente quando ficam amarelas.

 Ela é a rapariga que lê enquanto espera no café ao fundo da rua. Se espreitares a chávena, vês que a espuma do leite ainda paira por cima, porque ela já está absorta. Perdida num mundo feito pelo autor. Senta-te. Ela pode ver-te de relance, porque a maior parte das raparigas que lêem não gostam de ser interrompidas. Pergunta-lhe se está a gostar do livro.

 Oferece-lhe outra chávena de café com leite.

Diz-lhe o que realmente pensas do Murakami. Descobre se ela foi além do primeiro capítulo da Irmandade. Entende que, se ela disser ter percebido o Ulisses de James Joyce, é só para soar inteligente. Pergunta-lhe se gosta da Alice ou se gostaria de ser a Alice.

É fácil namorar com uma rapariga que lê. Oferece-lhe livros no dia de anos, no Natal e em datas de aniversários. Oferece-lhe palavras como presente, em poemas, em canções. Oferece-lhe Neruda, Pound, Sexton, cummings. Deixa-a saber que tu percebes que as palavras são amor. Percebe que ela sabe a diferença entre os livros e a realidade – mas, caramba, ela vai tentar fazer com que a vida se pareça um pouco com o seu livro favorito. Se ela conseguir, a culpa não será tua.

Ela tem de arriscar, de alguma maneira.

Mente-lhe. Se ela compreender a sintaxe, vai perceber a tua necessidade de mentir. Atrás das palavras existem outras coisas: motivação, valor, nuance, diálogo. Nunca será o fim do mundo.

 Desilude-a. Porque uma rapariga que lê compreende que falhar conduz sempre ao clímax. Porque essas raparigas sabem que todas as coisas chegam ao fim. Que podes sempre escrever uma sequela. Que podes começar outra vez e outra vez e continuar a ser o herói. Que na vida é suposto existir um vilão ou dois.

 Porquê assustares-te com tudo o que não és? As raparigas que lêem sabem que as pessoas, tal como as personagens, evoluem. Excepto na saga Crepúsculo.

 Se encontrares uma rapariga que leia, mantém-na perto de ti. Quando a vires acordada às duas da manhã, a chorar e a apertar um livro contra o peito, faz-lhe uma chávena de chá e abraça-a. Podes perdê-la por um par de horas, mas ela volta para ti. Falará como se as personagens do livro fossem reais, porque são mesmo, durante algum tempo.

Vais declarar-te num balão de ar quente. Ou durante um concerto de rock. Ou, casualmente, na próxima vez que ela estiver doente. Pelo Skype.

Vais sorrir tanto que te perguntarás por que é que o teu coração ainda não explodiu e espalhou sangue por todo o peito. Juntos, vão escrever a história das vossas vidas, terão crianças com nomes estranhos e gostos ainda mais estranhos. Ela vai apresentar os vossos filhos ao Gato do Chapéu e a Aslam, talvez no mesmo dia. Vão atravessar juntos os invernos da vossa velhice e ela recitará Keats, num sussurro, enquanto tu sacodes a neve das tuas botas.

Namora uma rapariga que lê, porque tu mereces. Mereces uma rapariga que te pode dar a vida mais colorida que consegues imaginar. Se só lhe podes oferecer monotonia, horas requentadas e propostas mal cozinhadas, estás melhor sozinho. Mas se queres o mundo e os mundos que estão para além do mundo, então, namora uma rapariga que lê.

Ou, melhor ainda, namora uma rapariga que escreve."

Texto de Rosemary Urquico

I.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Teorias Positivistas

Bem, isto de ter um blog até não é mau de todo.
Hoje, pela primeira vez já sei o que escrever, tive a manhã inteira a pensar sobre este assunto, precisava de evadir-me do meu local de trabalho porque tanto idoso junto, frita o cérebro de qualquer um.
Recentemente tive uma conversa com um amigo e ele disse-me que aos poucos iria afastar-se das pessoas que tinham muitos problemas pois só trazem más energias. Muito sinceramente, eu achei parvo e ri-me mas depois comecei a pensar seriamente no assunto. Uma das minhas filosofias de vida (e é esta não é uma das utópicas) é a seguinte: pensamentos positivos atraem energias positivas e só quero ouvir coisas.
Nos últimos tempos face à conjuntura social e política as pessoas estão mais deprimidas e cheias de problemas e tem mais tendência a lamentar-se, querem um ombro amigo pois precisam desabafar e coisas assim eu até não sou má ouvinte, gosto sempre de apoiar os meus amigos e familiares.
Estou farta de ouvir as pessoas a lamentarem-se  ai a minha vida é tão má, porque que só a mim acontece estas coisas e blá blá blá. Sinto-me rodeada de energia negativa, acreditem ou não a energia negativa consome-nos com uma velocidade impressionante.
Entendo as pessoas mas algumas ou a sua maioria não fazem nada para mudar a situação, está mal vamos deixar andar (sim, porque a política do bom português  é deixar andar e fazer tudo à última da hora) e depois acham que ao lamentarem-se constantemente as coisas são resolvidas.
Penso que as pessoas deviam seguir um raciocínio muito simples, sempre que penso que a minha vida é má e estou cheia de problemas e as tretas do costume, digo para mim baixinho: eu até não vivo assim tão mal,  tenho um  lar, uma família disfuncional mas divertida, comida todos os dias e que dou-me o luxo de escolher e devia estar feliz por ter isso tudo porque há muita gente em piores situações que eu sem ter o que comer,  a viver com menos de um 1€ por dia mas conseguem ter o mais belo e sincero sorriso todos os dias. Depois de dizer isto fico sempre bem disposta, digamos que  é uma espécie de oração, não sou pessoa de lamentar se está mal vamos tentar resolver as coisas agora ficar parada é que não.
A minha professora de História Contemporânea disse uma vez na aula que os portugueses desde sempre estão habituados a viver na adversidade (o que é verdade!), deviam contornar a situação, deixar de lamentar e agir. Ter pensamentos positivos para quebrar essa onda negativa que anda por ai e por um sorriso na cara.
Esta citação  e esta música finalizam mesmo bem o meu pequenino texto e transmitem a ideia do mesmo.
"Sofrer edifica. Porque enfim o que nós sofremos nos leva a pensar no que os outros sofrem." de Eça de Queirós in A Ilustre Casa de Ramires


segunda-feira, 28 de março de 2011

Como usar um blog!

Bem... decidi depois de muita reflexão criar um blog. É o segundo que crio, vamos ver se dura mais que uma semana porque nunca tive paciência para escrever diariamente sobre as coisas do dia-a-dia e bla bla bla mas agora resolvi tentar. Não estou a espera de ter seguidores é apenas para mim, para mais tarde poder dizer percebi a filosofia dos blogs e companhia. Como digo blogs não são a minha cena mas tentarei...


P.s. Em grande parte fiz este blog para tentar perceber, porque que  Cláudia - uma menina que conheci no verão passado que estimula o meu lado inquisidor - e não só gostam tanto de blogs. Ah! Nunca sei se é blog ou blogue ou blogs ou blogues, já vi escrito de tantas maneiras, enfim, eu escreverei assim blog/blogs.